sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Quero ir mais longe.



Quero quebrar barreiras, fronteiras, tabus, preconceitos, discriminações, … quero ser simplesmente e unicamente livre e eu própria mas livre nunca serei, pois ninguém é livre, precisa-se sempre de um alguém para sobreviver, sim porque para viver é preciso muitos seres, ou seja mais do que um simples mas não menos importante alguém. Há muitos seres que não sabem qual a diferença de sobreviver para viver, tem uma grande distância, sobreviver é um estado de apatia ao mundo, esta cá por se estar não tem uma razão, atinge um estado de espírito devido as circunstâncias com que se foram deparando ao longo dos anos de existência. Já viver é ter uma razão, é ter um sorriso na fase e na alma, é enfrentar os problemas, ser resilientes, lutar por essa felicidade, ou seja não desistir de viver neste mundo egoísta.
Em que lado eu estou? Pergunto-me muitas vezes e dou por mim a dizer “não penses nisso vive mas é a vida” pois viver a vida mas o que é isso? Não sei… deveria saber? Talvez, mas os seres humanos aprendem a apreender aquilo que os pais lhes ensinam, os professores ou os próprios outros seres vão ensinando, mas hoje em dia os jovens já quase nem fazem isso simplesmente imitam-se uns aos outros, ou seja as diferenças são poucas e será isso viver? Não, não é. Ninguém sabe qual é a definição para “viver a vida”, não é dada na escola, não se escreve nos livros nem nos cadernos, a única que sabemos é a NOSSA definição, essa por sua vez pode ir contra outras, talvez até podendo invadir a liberdade do próximo, mas hoje em dia temos liberdade? Hum, talvez, mas é uma liberdade tão pouco respeitada, diria até escondida, camuflada. Uma liberdade que a maioria diz ter, mas não a tem, alias eles próprios expõem a vida na internet e depois chamam isso de liberdade, isso simplesmente é uma chamada de atenção para tentar mostrar aquilo que ninguém consegue realmente mostrar que é como é “viver a vida”… talvez a melhor forma seja um dia de cada vez, arranjando razoes para viver com um sorriso na fase e na alma.
Mas quem sou eu para falar, sou só mais um ser, ou seja um Ninguém.





13 de Dezembro de 2008


Catarina Freitas

domingo, 7 de dezembro de 2008

Sentimentos


Porque os sentimentos por alguém têm de ser tão confusos?
Não entendo muita coisa neste mundo dos sentimentos talvez porque ainda seja muito nova, será que os mais velhos entendem? E sabem-me explicar? Não sei, mas penso que não pois acho que muitas poucos seres sabem o que é gostar de alguém, amar alguém ou até mesmo adorar alguém, não falo do sentimento que sai da boca, mas sim do que sai do coração (as vezes até me pergunto se todos os seres terão coração), pois dizer é fácil mas difícil é mostrar o sentimento, mostrar por acções, por gestos, gestos esse que podem dizer muito mais do que um conjunto complexo de palavras, sem quererem tocam a alma e estes sim marcam-nos para a vida, pois as palavras desaparecessem com o passar de tempo, porque ninguém tem o tempo nas mãos, ninguém o pode guardar numa caixa só para si, mas os gestos esses podem ficar na memória porque todo aquilo que nos marca fica connosco até morrer. Passamos por um sitio onde aconteceu algo especial, aquele tal gesto, e mesmo que não queiramos ele aparece, com um misto de sentimentos pois interrogamo-nos sempre se não podia ter sido diferente ou até mesmo melhor, próprio do ser humano nunca ninguém está feliz com o que tem. Penso também mas existência de infidelidade, o porquê dela existir em numero tão grande, mas para mim ainda o mais grave é a falta de coragem para dizer a outra pessoa, pois ninguém é de ninguém, talvez até ninguém seja dele próprio, mas nenhum ser tem o direito de fechar as portas da felicidade ao outro pois se houver a coragem de contar o que se passa ai a opção é da pessoa em continuar o caminho juntos ou não, pois assim ninguém esta a interferir na liberdade do companheiro.
Não entendo as pessoas, não me entendo a mim mesma, não entendo nada e nem sei se quero entender se calhar se entender algo, ainda se torna mais difícil de viver com o mundo que me rodeia, ficarei mais desconfiada e não acreditarei em ninguém enfim estarei sozinha num mundo em que já todos estão sozinhos.


Catarina de Freitas
19 De Novembro de 2007